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sexta-feira, 7 de março de 2008

70% dos 1,3 mil milhões de pobres no mundo, são mulheres!

Em 2007, 70% dos 1,3 mil milhões de pobres no mundo – aqueles que sobrevivem com o equivalente a menos de 1 dólar por dia – são mulheres. São vítimas de discriminação e ainda têm limitações com relação ao acesso à terra, ao crédito, à educação, a uma adequada capacitação tecnológica, para além de receberem menos do que os homens por tarefas idênticas:
‣ são as últimas a serem contratadas e as primeiras a perderem seus empregos.
‣ são as mais expostas à pobreza, à doença, às epidemias e às difi culdades de acesso à educação e à formação.
‣ apesar de múltiplos esforços legislativos, dois milhões de meninas, por ano, são submetidas a mutilações.
‣ quatro milhões de mulheres e meninas são vendidas a cada ano para fins de prostituição, escravidão doméstica ou casamento forçado.
‣ por cada 100 meninos que não frequentam a escola primária, registam-se 115 meninas com idêntico problema. As mulheres representam 67% das pessoas analfabetas
‣ 583 milhões de mulheres são iletradas.(
fontes: OIT, UNICEF e Social Watch
)
Valor social do trabalho da mulher
Hoje em dia, as mulheres representam mais de 40% da população activa mundial. Cerca de 70% das mulheres nos países desenvolvidos e 60% nos países em vias de desenvolvimento estão empregadas. Apesar de uma pequena minoria ascender a empregos em sectores que pagam melhores salários, a imensa maioria das mulheres trabalhadoras continua a trabalhar em empregos mal remunerados. Mais, as mulheres não recebem um pagamento idêntico aos dos homens mesmo quando exercem o mesmo trabalho. Os governos devem tomar medidas legislativas, financeiras e administrativas para criar um ambiente sólido que favoreça o empreendedorismo feminino e a participação da mulher no mercado de trabalho. Nas áreas urbanas dos países em desenvolvimento as mulheres despendem 7% mais tempo em actividades laborais remuneradas e não remuneradas do que os homens, e 20% mais nas áreas rurais. As mulheres, particularmente na África Sub-sahariana e no Sul da Ásia, despendem uma parte considerável do seu tempo em tarefas essenciais mas não remuneradas, tais como recolher água e lenha, agricultura de subsistência e cuidado dos filhos. O tempo e esforço dispendido nestas tarefas poderia ser facilmente reduzido com a introdução de melhorias ao nível do abastecimento de água potável, a utilização de fornos mais eficientes e acesso a meios de transporte baratos. (fonte: OIT, PNUD e Social Watch+Igualdade de género)

‣ Dos mais de 190 países do mundo, só 6,3% têm uma mulher Chefe-de-Estado e apenas 16,6% dos legisladores são mulheres.
‣ Em todo o mundo, as mulheres ganham, em média, dois terços da remuneração dos homens.
‣ As mulheres constituem a maioria dos trabalhadores a tempo parcial no mundo – entre 60% a 90%. Na União Europeia, 83% dos trabalhadores a tempo parcial são mulheres.
‣ Nalguns países da África Sub-sahariana, a maior parte da força laboral feminina está no sector informal; por exemplo, 97% no Benin, 95% no Chade, 85% na Guiné e 83% no Quénia
(fonte: OIT e Social Watch)
Direito à saúde
Em cada ano, 500.000 mulheres morrem devido a complicações durante a gravidez e 100.000 morrem ao abortar em condições de insegurança.
‣ No momento presente, as mulheres representam 40% dos adultos que vivem com SIDA;
‣ Uma mulher grávida em África tem 180 vezes maiores probabilidades de morrer do que uma mulher grávida na Europa ocidental;
‣ Na Etiópia uma mulher em cada sete morre durante a gravidez ou no parto;
‣ Em cada dia 1.440 mulheres morrem durante o parto, prefi gurando uma média de uma por minuto;
‣ Por cada caso de mortalidade materna em Espanha, 182 mães morrem nos Camarões, 200 no Niger e 425 em Angola. A vida de muitas dessas mulheres poderia ser salva caso tivessem acesso a serviços de cuidados básicos de saúde, inclusive pessoal habilitado em todos os partos e cuidados obstétricos de emergência para aquelas que apresentam complicações
(fonte: UNICEF, Social Watch e PNUD, 2005)

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