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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Mudanças no topo dinamizam empresas

Li no Publico que "não são só os lucros dos bancos que estão a ser afectados pela crise de crédito nos Estados Unidos e movimentos tumultuosos no mercado bolsista. O impacto do "subprime" faz-se sentir também entre dos detentores do poder empresarial. Segundo um estudo da empresa de pesquisa Liberum, divulgado pelo "Washington Post", houve 1338 mudanças de cargo no primeiro trimestre deste ano, sendo que as movimentações de directores executivos (CEO) e directores financeiros (CFO) aumentaram respectivamente 19 por cento e 21 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior. Só no mês de Março as transições de CFO subiram 41 por cento. Mas nem tudo são más notícias. Como explicou a Liberum ao jornal norte-americano, as mudanças nos cargos de topo sinalizam geralmente um novo rumo para as empresas e podem abrir oportunidades aos investidores. "Certas mudanças na gestão devem ser vistas como uma "situação especial" que pode ter um impacto directo e fundamental na "performance" da empresa e no preço das acções", sublinhou Richard Jacovitz, director de pesquisa da Liberum. É o caso do "site" de comércio de acções E-Trade que viu a queda das suas acções ser travada quando anunciou em Março a nomeação de um novo CEO, Donal Layton, antigo executivo do JP Morgan Chase. Uma situação semelhante ocorreu com a Sealy, fabricante líder de colchões. Depois de sofrer com o colapso do mercado imobiliário norte-americano, que afectou o poder de compra dos consumidores, a Sealy anunciou a demissão do seu CEO em Março e viu as suas acções a subir. Contudo, as movimentações de executivos que têm marcado os primeiros meses de 2008 não são novas e surgem na esteira das demissões de figuras de topo nas maiores instituições financeiras de Wall Street, que se vêm a verificar desde o ano passado. Entre as principais saídas de directores executivos, encontra-se a de Jayme Cayne do Bear Stearns, de Stanley O"Neal do Merrill Lynch e de Chuck Prince do Citigroup".

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